|
Stanislaw, uma
história sem final
Desenvolvimento:
Homenagem ao jornalista Sérgio Porto
Sérgio Porto nasceu em Copacabana e viveu intensamente toda a
agitação do bairro na sua época áurea. Nos anos 50 e 60 a fama do
bairro atravessava fronteiras e suas praias, bares, bondes, mulheres
e sua vibrante vida noturna, tão cantada em versos e prosas, foram o
palco de sua vida. Boêmio famoso, capaz de ir a quatro, cinco
lugares, percorrendo todo o bairro numa mesma noite, era na boite
Sacha’s que encontrava seus amigos e a sociedade carioca.
“Em sociedade tudo se sabe...”
Profundo conhecedor da música, principalmente do jazz e da música
popular brasileira (MPB), e grande observador da vida, Sérgio Porto
trabalhou em rádio (Mayrink Veiga – Levertimentos, Miss Campeonato,
De Boca pra fora); jornal (Diário Carioca criou o Stanislaw – e
Última Hora – Certinhas do lalau, Fofocalizando e Preta Press);
revista ( O Cruzeiro – As Mais Bem Despidas, Manchete e Fatos e
Fotos); televisão (TV Rio, TV Excelsior, TV Globo, TV Record);
cinema (As Cariocas); teatro ( TV pra crer, Quem comeu foi pai Adão,
Pussy Pussy cats..., de Brecht à Stanislaw) e show (mesa de
botequim, Stanislaw de Chico a Chico, Festival de Besteiras e
Máquina de fazer doido). Criou o Stanislaw e toda a família Ponte
Preta: tia Zulmira – “a veneranda macróbia, A ermitã da boca do
mato”, foi a mais famosa; primo Altamirando – o Mirinho era um
tremendo mau-caráter; Rosamundo – este nasceu no Encantado e era
adistração em pessoa, Bonifácio, O Patriota – levantava cantando o
Hino da Pátria e dormia em berço esplêndido; e o Doutor Data-Vênia,
o burocrata.
Para ironizar os políticos e outras personalidades, Stanislaw Ponte
Preta criou o FEBEAPÁ; Festival de Besteiras que Assola o país.
Crítico feroz do autoritarismo, numa época que a censura silenciava
os opositores, Sérgio Porto usava humor pra trazer a público as
besteiras que nossas “otoridades” falavam e faziam. Embora hoje
exista uma total liberdade de expressão, mais do que nunca a
presença de Lalau seria fundamental, pela sua visão crítica aliada
ao bom humor que, somados, traduzem o genuíno espírito carioca.
Mas, acima de tudo, Stanislaw era um profundo admirador da beleza da
mulher. Paquerador de sucesso e entendedor de mulheres era conhecido
como “Mulherólogo Lalau”. Gostava de mulher bonita e através dos
jornais prestava sua homenagem àquelas que povoavam os sonhos
inconfessáveis dos seus leitores, escolhendo periodicamente “As
Certinhas do lalau”, cujo as fotos eram disputadas nas bancas de
jornais.
O momento mais alto da obra de Sérgio Porto foi, sem dúvida, o
“Samba do Crioulo Doido”. Nele o autor fazia uma brincadeira com os
compositores das Escolas de Samba, que todos os anos são obrigados a
pesquisar a História do Brasil, para transformá-la em Sambas enredo.
Dizia, que num certo ano, uma escola escolheu como enredo a “Atual
Conjuntura”; pobre compositor, confuso e sem saber no que falar,
endoidou e acabou misturando toda a História do nosso Brasil ...
1º carro – “Abre-Alas”
Os Acadêmicos de Santa Cruz traz no abre-alas o símbolo da
agremiação, o Touro, combinado com algumas características do enredo
“Stanislaw, uma história sem final”... Neste carro teremos a figura
em escultura de Sérgio porto, vestido de toureiro, Sivuca Malta
vestida de “espanhola”, Sueli representando a “Miss Campeonato” além
da traseira do carro decorado conforme o desenho do calçadão de
Copacabana, bairro onde Sérgio Porto nasceu e morou toda vida.
2º carro – “Personagens”
O segundo carro do nosso enredo representa o jornalismo, profissão e
vocação maior do nosso homenageado. Nele vem uma reprodução da
verdadeira máquina de escrever que Sérgio porto usou, tendo em volta
os principais personagens em escultura criados nestas teclas: “Tia
Zulmira”, “a veneranda”; “Rosamundo”; o distraído; “Altamirando”, o
cínico, e “Bonifácio”, o patriota, tudo isso rodeado por reproduções
de peças de pergaminho contendo algumas das mais conhecidas frases
do nosso poeta/jornalista. Como destaques: Maridalva Siqueira
representando “Anos dourados”, Neuza como “a bailarina” e Margareth
representando o “café-soçaite”.
3º carro – “FEBEAPÁ”
Febeapá significa: Festival de besteiras que assola o país, título
de dois livros de sucesso do nosso homenageado. Já naquela época o
inesquecível Stanislaw criticava ferozmente, mas sempre com bom
humor, as besteiras que nossas “otoridades” dizem e fazem.
Esculturas de burro ironizam os políticos, e na parte traseira uma
enorme reprodução do famoso diploma que Stanislaw condecorava os
figurões da época. Como destaques: Gavião e Maria Creuza,
representando “A Redentora”; Simone, representando “a feiticeira do
Febeapá” e Sérgio Velloso representando “otoridade”.
4º carro – “Boite Sacha’s”
Neste carnaval a santa Cruz traz de volta a casa noturna mais
importante da noite carioca dos anos 60. A Boite Sacha’s era ponto
de parada obrigatória da sociedade, e local que Sérgio Porto chamava
de sua segunda casa.
Neste carro que é reprodução fiel da famosa boite, inclusive com
cerca de mil e duzentas lâmpadas, virão os amigos de Sérgio porto em
clima de boêmia. Como destaques: Cecília Vianna representando “A
Noite”; Zilda Pereira representando “Apoteose Noturna” e Jouse Fair
representando o “Rei da Noite”.
5º carro – “As Certinhas do Lalau”
Stanislaw adorava as mulheres e durante a sua vida homenageou a
beleza da mulher carioca. Em sua coluna diária escolhia as mais
lindas, chamando de “Certinhas do Lalau”. Neste carro quatro
esculturas de mulheres representam a beleza feminina que Stanislaw
tanto admirava. Como destaques: Luiza, Sandra, Jacira, Lucia Campos,
Cininha, Valéria, Júlia e Carla representam “certinhas do Lalau” dos
nossos dias.
6º carro – “Samba do Crioulo doido”
O sexto carro da nossa agremiação representa este sucesso
inesquecível de Sérgio Porto: “O Samba do Crioulo Doido”. Nesta
canção o poeta homenageou com bom humor os compositores de escolas
de Samba que todo o ano são obrigados a pesquisar detalhes da
história do Brasil para compor suas obras.
Como destaques: Alves, representando “Tiradentes”; Irene Batista,
representando “Chica da Silva”; Antônio Cardoso, representando “Dom
Pedro” e Helinho representando “J.K.”.
7º carro – “O Paraíso do Lalau”
Os Acadêmicos de Santa Cruz encerra o seu desfile mostrando o nosso
“Lalau” observando lá de cima o nosso Rio de Janeiro, representado
na escultura da mulata na forma do pão de Açúcar, símbolo da nossa
cidade. Como destaques: Jaciara, representando “Copacabana”; Marcos
Vinícius, representando “Colóquio Marinho”, Lucília, “Praia e Sol”;
Elizabeth, “Copacabana Boêmia” e Guinha, “Copacabana Noturna”.
José Félix

Roteiro:
I parte – Copacabana
-
Praia, sol e pipas – Ala Juca e Nicolau
-
Copacabana – Ala do Aranha
-
Boêmios – Ala da Simpatia
-
Jornalistas – Ala dos artistas
-
Malandrinhos – Ala da Sueli-Cabuçu
II parte – A obra – Os personagens
-
1ª alegoria – A imprensa Bailarina – Neusa – Destaque feminino Anos dourados – Maridalva
Siqueira – destaque feminino Noite – Cecília S. Viana –
Destaque feminino
-
Músicos de Jazz – Ala só falta você
-
MPB – Ala da Cecília
-
Altamirando – Ala Sente o peso
-
Rosamundo – Ala Rosamundo
-
1º Casal de Mestre-Sala
e Porta-Bandeira– Jorge Bossa Nova e Glaucia
-
Rainha de Bateria – Vera Benévolo
-
Personagens de Stanislaw – Bateria
III Parte – FEBEAPÁ
-
2ª alegoria – FEBEAPÁ
A redentora – Destaque feminino A redentora – Paulo César – Destaque masculino
Feiticeira do febeapá – Maria Lúcia – Destaque
feminino “Otoridade” – Destaque masculino
-
Tias Zulmiras – Alas das baianas
-
Besteiras – Ala da Ingá
-
Anos “60” – Ala avenida
-
“Otoridade” –
Luiz Carlos – Destaque masculino
-
“Otoridades” – Ala metido a besta
-
A redentora – Ala da Ana Luiza e Elenice
-
Marajás e propinas – Ala do Celso
IV Parte – “As Certinhas do Lalau”
-
3ª alegoria – Boite Sacha’s
Apoteose noturna – Zilda Pereira – Destaque feminino
Café Soçaite – Margareth – destaque feminino
Rei da noite – Jhouse fair – Destaque masculino
-
Show noturno – Grupo Kizumba
-
Mulheres em exaltação – Grupo xodó
-
Bailarinas – ala das panteras
-
Grupo show – as dez amigas/Lidia
-
Grupo show – Ala Nicolau Darze
-
Teatro de revistas – Ala samba-show
-
2º Casal de
Mestre-Sala e Porta-Bandeira – Jorginho e Natalinha
-
Copacabana infantil – ala das crianças
-
4ª alegoria – As Certinhas do lalau
A certinha do Lalau – destaque feminino A fototeca
do Lalau – destaque feminino A fototeca do Lalau –
destaque feminino A fototeca do Lalau – destaque
feminino A fototeca do Lalau – destaque feminino
A fototeca do Lalau – destaque feminino A fototeca
do Lalau – destaque feminino A fototeca do Lalau – destaque
feminino
V Parte: “Samba do Crioulo doido”
-
Índios – Ala Carlinhos e Celso
-
Escravos – Ala do Gavião
-
Damas da Noite – Ala Nicolau Darze
-
Tiradentes – Ala da Neusa
-
5ª alegoria: Samba do Crioulo doido
Tiradentes – Alves – Destaque masculino Xica
da Silva – Irene batista – Destaque feminino D.
Pedro – Antônio Cardoso – Destaque masculino J.K. – Helinho
– Destaque masculino
-
Pajens da Xica da Silva – Ala Jorge Bigode
-
D. Pedro’s – Ala da boêmia
-
JK’s – Ala Inocentes
-
Crioulos doidos – Ala do Artur
-
6ª alegoria: Paraíso do Lalau
Copacabana – Jaciara Amaral – Destaque feminino
Praia e Sol – Lucília – Destaque feminino
Copacabana Boêmia – Graça – destaque feminino
Colóquio Marinho – Marcus Vinicius – Destaque
masculino Copacabana Noturna – Guinha – Destaque
feminino
|